Paróquia: centro de irradiação missionária
em 08/09/2010

No segundo dia da Semana Nacional sobre a Missão Continental, que acontece no CCM de 5 a 11 de setembro, Pe. José Carlos Pereira, CP, sociólogo e teólogo pastoralista, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores - Rio de Janeiro, tratou do tema "Paróquia Missionária, um Projeto Possível". Partiu da afirmação desafiadora do Documento de Aparecida: "se nós queremos que nossas paróquias sejam centros de irradiação missionária em seus próprios territórios, elas devem ser também lugares de formação permanente" (DAp, nº 306, p. 141). No campo da implantação de uma evangelização permanente, "se nos faz necessário descobrir quais são as principais demandas pastorais, e passarmos da teoria à prática, para uma Igreja em estado permanente de missão, tanto quanto possível e com insistência maior, na preparação, formação e no envio dos seus missionários" - afirmou Pe. José Carlos Pereira. Este foi o objetivo dos trabalhos desta manhã no feriado nacional do Dia da Pátria e do Lançamento da Campanha sobre o Plebiscito do Limite da Propriedade da Terra.
O olhar do assessor se voltou mais detalhadamente sobre a evangelização paroquial tendo presente as orientações para a implantação de uma evangelização permanente e descobrir as principais demandas pastorais tendo presente a formação de seus agentes na realização da missão. Para isto partiu das 4 exigências da ação evangelizadora da Igreja do Brasil: Serviço, Diálogo, Anúncio e Testemunho de Comunhão.
Ao debruçar-se alguns dos desafios pastorais que o mundo lança à Igreja, tais como: o êxodo dos fiéis para as seitas, fenômeno da globalização e a secularização, o pluralismo religioso, a desmotivação dos agentes pastorais, os graves problemas da violência, da pobreza e injustiças (DAp 185), não deixou de falar também dos aspectos da esperança que deve animar todo aquele que se põe em missão.
Diante de todos os desafios pastorais, resgatar a dimensão missionária de cada batizado, buscando trabalhar de maneira intrínseca a pessoa, a comunidade e a sociedade, num trabalho orgânico que aponte pistas de ação para implementar a missão evangelizadora detectando as deficiências presente naquela determinada realidade paroquial. Para isto, a busca de uma pastoral de conjunto, a formação dos agentes e o envolvimento com pastorais de cunho social, é o caminho crescente para colocar os cristãos na senda da missão. A exposição foi dedicada aos temas principais e tangentes da Igreja: pastoral da acolhida, que é parte integrante do processo evangelizador; a função do conselho pastoral paroquial; a pastoral da escuta, as pastorais sociais voltadas para os problemas sociais numa linha bíblica das ações socio-transformadora, um aceno breve à pastoral da visitação, acenos aos centros de formação de fé e política, promover e acompanhar o trabalho voluntário, formação, orientar e conscientizar famílias carentes.
Na parte da tarde os trabalhos foram feitos nas oficinas a fim de apresentar o caminho missionário que cada paróquia está fazendo, suas dificuldades e seus avanças. Para o Pe. José Carlos ao concluir os trabalhos da tarde, fica evidente que este é um caminhar persistente e que deve se realizar começando nas bases. Consiste num projeto que envolve todos os cristãos num caminhar sereno, mas crescente de uma Igreja que se põe em missão, para atingir os de perto e ir além fronteiras. Para isto é fundamental investir na formação de uma consciência missionária nas crianças, nos adolescentes e na juventude.
Texto: Pe. Mário de Carli, imc
Foto: Pe. José Altevir da Silva, CSSp
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Domingo, 5 de fevereiro
5º do Tempo Comum
Águeda
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1977: Guarda Somozista destrói a comunidade contemplativa de Solentiname
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