Os participantes da “Formação Ad Gentes: iniciação à missão além-fronteiras” visitaram, nesta quinta-feira, 20 de agosto, a sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF). A atividade integra a programação do curso promovido pelo Centro Cultural Missionário (CCM), órgão filial da CNBB, em parceria com a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).
Nesta edição, a formação reúne 16 participantes que se preparam para experiências missionárias em regiões diferentes de seus locais de origem, dentro do Brasil, ou para a missão Ad Gentes além-fronteiras.
Durante a visita à CNBB, os missionários puderam conhecer mais de perto a estrutura e o trabalho desenvolvido pela Conferência, dentro de uma programação que também prevê visitas às Pontifícias Obras Missionárias e à Conferência dos Religiosos do Brasil.
Preparação para a missão
A Formação Ad Gentes tem como objetivo oferecer uma preparação específica para missionários e missionárias que serão enviados pela Igreja para diferentes realidades. O itinerário é destinado a diáconos, presbíteros, consagradas e consagrados, seminaristas, leigas e leigos que estejam em processo de discernimento ou preparação para a missão.
Segundo o assessor da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e diretor-geral do CCM, padre Antônio Valdeir Duarte de Queiróz, a formação busca aprofundar aspectos que vão desde as motivações pessoais dos participantes até os fundamentos bíblicos e teológicos da atividade missionária.
O sacerdote explica que o curso procura “aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão do significado da missão, a visão dos desafios missionários, os fundamentos bíblicos e teológicos da missão”.
A proposta também oferece referenciais teóricos e práticos para a atuação dos futuros missionários, recorrendo a diferentes abordagens interdisciplinares. Por meio do estudo, da reflexão e do debate, os participantes são convidados ainda a viver momentos de discernimento, fortalecimento espiritual e atualização sobre os caminhos da Igreja missionária.
Formação que passa pela convivência
A preparação não se restringe às aulas. Durante o período de formação, os participantes permanecem hospedados no Centro Cultural Missionário e compartilham uma rotina marcada pela oração, convivência, refeições, trabalhos em grupo, oficinas e outras atividades comunitárias.
Padre Antônio Valdeir destaca que essas experiências fazem parte do próprio processo de preparação para a missão.
“Essas atividades contribuem para que os participantes desenvolvam a capacidade de trabalhar em equipe, cultivem um espírito de abertura e acolhimento do outro e aprimorem a capacidade de convivência”, explica.
Para o assessor, a experiência comunitária está diretamente relacionada à maneira como a própria missão é vivida:
“A missão acontece, na prática, por meio do testemunho daqueles que se colocam à disposição da Igreja e estão abertos à comunhão, construindo relações sadias e cultivando um espírito de despojamento. A missão e o envio são sempre comunitários”, afirma.
Por isso, a convivência durante o curso também integra o processo de discernimento de quem deseja realizar uma experiência Ad Gentes, seja em outra região brasileira, seja fora do país.
Curso segue até sábado
A edição deste ano da Formação Ad Gentes começou no dia 10 de agosto, no Centro Cultural Missionário, em Brasília. O curso é intensivo, com atividades formativas nos períodos da manhã e da tarde. À noite, os participantes se dedicam às tarefas propostas pelos assessores, à convivência fraterna e às partilhas de experiências missionárias.
A formação segue até este sábado, 22 de agosto, quando será realizada a avaliação do percurso. O encerramento contará ainda com a celebração eucarística de envio dos missionários e missionárias.
A coordenação da Formação Ad Gentes é realizada pelo Centro Cultural Missionário, por meio do Centro de Animação e Estudos Missionários (CAEM).
Por Larissa Carvalho/CNBB